quarta-feira, 20 de junho de 2007

HÁ 2 ANOS E 4 MESES


Por Ribeiro de Souza

Apoiou o telefone no mármore da cozinha, carregou o revolver e meteu bala na cabeça. Sua esposa, no outro lado da linha, não percebeu que o barulho se tratava de um tiro. Esperava que Thompson voltasse ao telefone. Mas ele não voltou. Suicidou-se aos 67 anos na madrugada de 20 de fevereiro de 2005. Morria o repórter.

Hunter S. Thompson foi o grande criador do jornalismo gonzo. Um jornalismo nada objetivo, bastante parcial, amoral, embriagado e ilícito. Um jornalismo em que o repórter é o protagonista e relata em primeira pessoa o que presenciou e viveu de um fato. Muitas vezes a notícia em questão é tratada com pouca seriedade. É literário. É jornalismo. É gonzo.

Faz dois anos e quatro meses que Thompson morreu. Ele merece um brinde. Um não. Dois, três... Melhor sete. Talvez... O máximo que meu corpo agüentar. Ele merece. Foi um cara de vanguarda que rompeu as correntes do jornalismo. Viu as regras e decidiu ser maior que elas. Viveu até onde quis. Bebeu muito, usou todo tipo de drogas, roubou. Foi um cara errado. Uma má companhia. Mas não pode deixar de ser lembrado como um exemplo de repórter.

3 comentários:

Anônimo disse...

"The" Hunter Thompson.

tulhao disse...

axo que eu tou no caminho certo... sou meio errado visse?

Priscila Adélia disse...

"Viveu até onde quis."

Essa frase responde as possíveis questões que alguma mente ousar ter.
Todas elas com muitas traduções.